Quando a cirurgia bariátrica é recomendada? | Hospital Proncor

A cirurgia bariátrica tornou-se muito popular nos últimos anos. Isso se deu tanto pelo avanço tecnológico, que tornou a intervenção mais acessível, como pelos resultados efetivos que ela proporciona a quem enfrenta o desafio da obesidade. Diante da realidade brasileira, cuja taxa da doença chega a 25% da população adulta, ela tem sido uma solução muito procurada. Mas é preciso entender para quem ela é, de fato, recomendada e quais recursos estão disponíveis para a realização do procedimento. Vamos saber mais?


Para que serve a cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica e metabólica, também conhecida como cirurgia da obesidade, gastroplastia ou redução de estômago, é destinada, principalmente, ao tratamento da obesidade mórbida. No entanto, ela também é recomendada para quem convive com doenças relacionadas com o excesso de gordura corporal ou acentuadas por ela.


Estudos científicos em torno do método apontam que os órgãos afetados pela cirurgia são capazes de produzir substâncias hormonais que alteram o equilíbrio corporal. Porém, não de forma negativa, e sim trazendo benefícios para as pessoas obesas. No entanto, por esse mesmo motivo, ela também passou a ser recomendada para pacientes com doenças endocrinológicas, como diabetes, hipercolesterolemia e até hipertensão.


Todavia, na maior parte dos casos, a cirurgia é um processo bastante invasivo. E, sim, podemos chamar de processo, pois ela não começa nem termina na operação em si. Na verdade, ela é prescrita como uma solução para quem já tentou outros caminhos e não conseguiu respostas positivas. Assim também ela só deve ocorrer depois de uma avaliação médica atenta e multiprofissional. Sua realização só deve acontecer quando cirurgião, nutricionista, psicólogo, cardiologista e outras especialidades atuem no caso. Entenda os motivos.


Quais são os profissionais envolvidos na cirurgia de redução de estômago?

A necessidade do envolvimento de tantas especialidades para a realização da cirurgia bariátrica se dá porque o paciente passa por uma imensa alteração de rotina alimentar e corporal. Essas mudanças exigem muita disciplina e conhecimento sobre o próprio corpo e uma boa dose de autocuidado.


Uma pessoa operada passa por uma redução de estômago que diminui em cerca de cinco vezes sua capacidade de ingestão. O paciente que antes consumia cerca de 1 litro a 1,5 litro de alimento passa a ter capacidade de consumo de apenas 25 ml a 200 ml. Por isso, é necessário que o paciente tenha total consciência das limitações que a cirurgia exige.


Além disso, os primeiros dias são muito desafiadores até que a pessoa consiga conciliar nutrição e hidratação. O corpo continua precisando dos 2 litros de água recomendados tradicionalmente a qualquer pessoa. Entretanto, é preciso ponderar isso diante da limitação de ingestão. O paciente passa a tomar água em porções menores, repetidas vezes ao longo do dia. Já quanto à alimentação, ela também chega líquida nos primeiros 15 dias, até passar para a pastosa ou branda. E só depois da liberação médica é que o paciente volta a se alimentar de produtos sólidos.


​A saúde mental também é outro ponto de atenção. É natural que ela já seja um fator incidente nos casos de obesidade. O próprio sobrepeso pode ser consequência de questões psicológicas e que só aumentam com o agravamento do quadro de obesidade. Portanto, é normal que o paciente acredite que a cirurgia resolva tais questões em um passe de mágica, o que definitivamente não acontece. Por isso, o acompanhamento psicológico e psiquiátrico é fundamental antes e depois do procedimento.


Por fim, o nutricionista se torna o melhor amigo do paciente. Depois da cirurgia, é preciso não só de uma dieta regrada e específica, como também de suplementação de vitaminas e minerais. Ferro e vitaminas B e D são recomendados no primeiro mês. Posteriormente, um polivitamínico é prescrito continuadamente como preventivo para problemas como anemia, fraqueza, dor muscular e óssea.


Qual o peso mínimo para fazer a bariátrica?

Muitas pessoas se perguntam qual o peso mínimo para fazer a cirurgia bariátrica, mas a verdade é que depende. A gastroplastia é recomendada para pessoas obesas com o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40. Ou então pessoas que tenham o IMC acima de 35 com doenças associadas. São elas: diabetes, colesterol alto, hipertensão, hérnia de disco e esteatose hepática, entre outras.


Exemplificando: a cirurgia pode ser feita por uma pessoa com 1,70 m de altura e 116 kg. O que resulta em um IMC acima de 40. Ou caso ela tenha as patologias citadas acima, seu peso deve ser maior que 102 quilos.


As indicações permanecem as clássicas, ou seja, obesidade grave definida pelo IMC acima de 35 kg/m2 associada a comorbidades (doenças causadas ou agravadas pela obesidade). O destaque é a indicação da cirurgia para pacientes com IMC abaixo de 35 kg/m2, mas com diabetes tipo 2 mal controlado, chamada de cirurgia metabólica (pois o objetivo principal é o controle do diabetes).


Sobre o preparo dos pacientes, o especialista reforça a importância da avaliação e do acompanhamento psicológico ou psiquiátrico para identificação e tratamento de transtornos alimentares e outros estados que possam influenciar o resultado cirúrgico. Além disso, afirma a importância da perda de peso antes da cirurgia, para ajudar a diminuir os riscos e melhorar os resultados. Nesse preparo é importante a intervenção de nutricionistas, para a orientação da dieta e a prescrição de suplementos e substitutos de refeições.


A obesidade mostrou-se um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de infecção respiratória severa pela Covid-19. A cirurgia bariátrica, portanto, é um recurso importante para diminuir esse agravante.


Ao longo de 2020, foram desenvolvidos protocolos de segurança no H9J, para que as cirurgias fossem realizadas sem risco de transmissão da doença para os pacientes e as equipes cirúrgicas. Os estudos mostraram que os pacientes operados tiveram menor incidência de infecção grave na internação hospitalar e na UTI. Assim, os pesquisadores concluem que a cirurgia bariátrica é fator protetor nessa situação e deve ser uma prioridade entre as cirurgias eletivas em tempos de pandemia.



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Como é feita a cirurgia bariátrica?

Há três procedimentos básicos para a cirurgia bariátrica e metabólica. Cada um deles pode ser realizado com diferentes abordagens.


Os tipos são:

  • Restritiva – é a cirurgia que reduz a porção de alimento que o estômago é capaz de absorver. Com tal restrição, há a sensação de saciedade precoce;

  • Disabsortiva – é aquela que realmente reduz o tamanho e a capacidade do estômago de receber os alimentos. Ela altera drasticamente o trato digestivo, pois realiza um desvio intestinal que diminui o tempo do alimento no trânsito do intestino delgado; ​

  • Técnica Mista – é a cirurgia mais realizada no Brasil e possui um enorme grau de satisfação. Ela restringe a capacidade do estômago de receber o alimento, mas também possui um desvio curto do intestino com reduzida absorção.


Já sobre as abordagens, elas podem ser feitas tanto por corte abdominal quanto por videolaparoscopia, em que pequenos cortes são realizados durante o procedimento.

O que esperar do pós-cirúrgico?

Como já falamos aqui, a decisão pela cirurgia bariátrica requer muito compromisso. Antes, durante e depois do procedimento o paciente precisa estar ciente dos cuidados, das restrições e da rotina clínica para acompanhamento de toda a equipe médica, lembrando que ela é multidisciplinar e deve ser bastante rigorosa.


Entretanto, a cirurgia bariátrica é um procedimento seguro. Para que o paciente consiga reduzir o sobrepeso e mantê-lo, vai exigir bastante dedicação. Além disso, é comum que alguns efeitos colaterais, como anemia ou distúrbios emocionais, ocorram ao longo da recuperação. Portanto, a equipe médica é sua grande aliada em toda essa trajetória.



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