Como calcular IMC, o que é e tabelas | Hospital Proncor

O IMC (Índice de Massa Corporal) é uma ferramenta usada para detectar casos de obesidade ou desnutrição, principalmente em estudos que envolvem grandes populações.


É possível encontrar o resultado do índice fazendo uma conta que envolve a relação do peso de uma pessoa em quilos com a sua altura ao quadrado.


Para a avaliação de um paciente individualmente, no entanto, ele pode ser falho por não levar em conta a composição desse peso corporal, que pode ser composto por gordura, músculos, água e estruturas ósseas.



Como calcular IMC

O IMC é calculado dividindo o peso pela altura elevada ao quadrado. Ou seja, de forma mais simples, você multiplica sua altura por ela mesma e depois divide seu peso pelo resultado da última conta.


Por exemplo, uma pessoa com 1,70 m e 70 kg fará o seguinte cálculo:


Altura multiplicada por ela mesma: 1,70 x 1,70 = 2,89

Peso dividido pelo quadrado da altura: 70 / 2,89 = 24,22

Logo, essa pessoa tem IMC de 24.


Confira a seguir o que significam os resultados:



IMC abaixo do peso

Estar abaixo do peso é uma condição em que a pessoa pesa menos do que é considerado adequado para aquela altura, idade e sexo.


Uma pessoa nestas condições pode estar com alguma doença que a está emagrecendo ou sua nutrição não está boa o suficiente.


Normalmente estas pessoas podem ter deficiências de nutrientes como vitaminas, sais minerais, proteínas, gorduras ou sob o risco de estar com anorexia.


Ao perder muito peso em um curto período de tempo, é preciso investigar a causa do emagrecimento. A melhor maneira é procurando um médico para a realização de exames.


No caso dos transtornos alimentares, como bulimia e anorexia nervosa, ainda é indicado o acompanhamento terapêutico. O estresse e a ansiedade também podem afetar a perda de peso, sendo indicadores de que o corpo precisa de tratamento. Estar abaixo do peso pode causar:


  • Unhas e cabelos secos e quebradiços

  • Pele seca

  • Incapacidade de se concentrar

  • Esquecimento

  • Exaustão

  • Irritabilidade

  • Perda de apetite

  • Dor nas articulações

  • Vertigem

  • Sensação de desmaio

  • Dores de cabeça


Para ter um ganho de peso saudável, não se deve comer somente muitos alimentos calóricos e sim priorizar alguns alimentos com boa quantidade calórica, mas ricos em nutrientes benéficos e com pouca quantidade de gordura saturada (de origem animal) e gordura trans (de industrializados). Confira algumas estratégias interessantes que podem te ajudar nesse processo:


  • Alimentos ricos em proteína são grandes aliados: dê preferência às carnes magras (alcatra, filé mignon, maminha, fraldinha) , frango e principalmente peixes e ovos, além de leite e queijos brancos como ricota e minas

  • Aposte nas gorduras boas: amendoim, nozes, amêndoa, avelã, castanhas, azeite de oliva, linhaça e abacate

  • Aumente o consumo de pães, bolos, massas, mandioca, batata, milho e cereais (arroz, farinha de trigo, fubá, aveia), lembrando sempre de optar pelas versões integrais

  • Evite alimentos nas versões diet e light, baixo teor de gorduras, calorias reduzidas

IMC peso normal

Estar dentro da faixa de peso normal é significa ter um peso considerado adequado para sua altura, idade e sexo, de acordo com as faixas do IMC - momento de fazer a manutenção do peso.


Para manter o peso é importante manter uma dieta balanceada (não basta alimentos corretos, mas também quantidades corretas) para seu organismo. Devem ser avaliados peso, idade, composição corporal, presença de doenças e/ou comorbidades. Pontos importantes para manter o peso:


  • Não existe alimento 100% bom ou 100% ruim. Varie ao máximo o seu cardápio e não elimine completamente nenhum tipo de alimento. O equilíbrio entre a quantidade e a freqüência com a qual você consome refeições mais calóricas é a garantia do seu sucesso

  • Estabeleça uma rotina alimentar

  • Analise os rótulos dos alimentos. Muitas vezes, os alimentos light contêm uma pequena diferença na quantidade calórica, que nem compensa a troca

  • Praticar atividades físicas de forma regular

  • Descanse e durma o suficiente

  • Para ter uma alimentação saudável é importante que ela seja muito variada e conte com todos os grupos alimentares. Lembrando que produtos alimentares ultraprocessados, como embutidos, bolachas recheadas, entre outros, não entram na conta

  • Aumentar a ingestão de líquidos no dia (mínimo de 2L de água)

IMC Sobrepeso

O sobrepeso é uma condição em que a pessoa pesa mais do que é considerado adequado para aquela altura, idade e sexo. O sedentarismo e os maus hábitos alimentares levam ao aumento dessa parcela de indivíduos com sobrepeso a cada ano.


Essa faixa, se analisada junto com outras medidas e índices, pode demonstrar um risco maior de doenças como diabetes tipo 2, dislipidemia (com colesterol HDL baixo e triglicérides altos), ácido úrico aumentado, hipertensão, entre outras.


O tratamento para o sobrepeso depende de sua causa. Contudo, manter hábitos alimentares saudáveis e praticar atividades físicas são bons aliados contra o excesso de peso.


Os remédios para emagrecer, quando bem indicados e sempre com acompanhamento médico, podem ser úteis dependendo do caso.


IMC Obesidade (graus 1, 2 e 3)

Somente o cálculo do IMC não é suficiente para diagnosticar obesidade. Na verdade, para além do IMC, são necessárias as seguintes medidas antropométricas: peso, estatura, espessura da dobra cutânea (bíceps, tríceps, subescapular e suprailíaca).


Depois, é encontrado o percentual de gordura, que se for maior do que 25% a 30%, já é considerado um nível de obesidade. O índice de massa corporal tem que estar maior que 30kg/m².


Obesidade grau 1: O tratamento é realizado através de dieta apropriada com avaliação médica em conjunto com a prática de exercícios, desde que o paciente seja avaliado e liberado pelo médico.


Além disso, é preciso que o paciente realize as atividades com o acompanhamento de um profissional de educação física. Em alguns casos avaliados pelo médico, pode-se fazer o uso de remédios para emagrecer para ajudar no controle do peso.


A cirurgia bariátrica também pode ser destinada ao tratamento da obesidade grau 1 que é acompanhada de outras doenças cuja obesidade é um agravante ou doenças associadas ao excesso de gordura corporal.


Mas neste grau de obesidade, os outros meios do controle de peso são priorizados e a bariátrica só passa a ser considerada quando as alternativas primárias são comprovadamente ineficazes.


Pacientes que têm IMC abaixo de 35, sem doenças associadas, devem sem dúvidas tentar o tratamento clínico antes, com chances de conseguir resultados razoáveis.


Obesidade grau 2: Os riscos associados à obesidade de grau II são mais acentuados. Entre eles, estão a esteatose hepática, doenças articulares, hipertensão, diabetes mellitus, síndrome metabólica, cânceres, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, lembrando que estes dois últimos são as principais causas de morte no Brasil e no mundo.


O tratamento desse quadro é dado através de mudanças no estilo de vida, associado ao tratamento multiprofissional com nutricionista, psicólogo e médico.


No caso da obesidade grau II, o uso de medicações para a perda de peso também é um método que pode ser proposto diante de avaliação e acompanhamento médico.


Já a cirurgia bariátrica costuma ser indicada para obesidade grau II quando não há resultados no tratamento convencional nos últimos dois anos e quando está associada a outras comorbidades, ou seja, outras doenças que podem vir associadas ao excesso de peso, que levam a redução da expectativa e da qualidade de vida.


Obesidade grau 3: Entre as patologias associadas à obesidade grau 3, estão os distúrbios hormonais, cardiopatias, morte súbita, dermatites, osteoporose, hipertensão, hepatopatias e insuficiência venosa. Porém, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade de grau III é a principal causa de morte evitável do mundo.


A associação de reeducação alimentar e atividade física têm melhores resultados a curto e médio prazo, porém, muitas vezes, em pacientes com obesidade grau III, a atividade física acaba sendo bastante restrita, dependendo do grau de excesso de peso e das artropatias associadas.


O IMC não está sempre certo

Infelizmente, a medida de IMC nem sempre representa a realidade. Por exemplo, o músculo é muito mais pesado que a gordura. Logo, um halterofilista terá um IMC muito alto, mas isso não se reflete em obesidade, já que a maior parte de sua massa corporal é formada por musculatura.


É importante levar em conta que a massa corporal é formada por água, gordura, músculos e ossos, e tudo isso precisa ser bem avaliado para medir a saúde de alguém corretamente.


Por isso, é de extrema importância consultar um especialista para que ele possa fazer a análise do IMC junto com outros índices e medidas usados para entender a composição corporal.


Existem alguns outros índices e medidas que podem ser usados, como:

  • Medidas antropométricas: Nelas, você usa uma fita métrica e um adipômetro (instrumento que se parece com uma pinça) para medir a circunferência e quantidade de gordura nos braços, pernas e tronco, em alguns pontos estratégicos. Com isso, é possível avaliar onde a pessoa acumula mais peso

  • Bioimpedância: Esse exame, feito por um aparelho que dispara uma descarga elétrica fraca pelo corpo, consegue estimar o percentual de água, massa muscular e massa gorda do organismo

  • Circunferência abdominal: Essa medida ajuda a avaliar a quantidade de gordura visceral do paciente, que é a mais perigosa. Muitas pessoas, por exemplo, podem estar perto do IMC normal, mas, por apresentarem este tipo de acúmulo de gordura, têm um risco aumentado de doenças metabólicas, como diabetes, hipertensão, colesterol ruim alto, etc. Aqui na América do Sul, as medidas ideias são abaixo de 80 centímetros no caso de mulheres e abaixo de 90 cm nos homens

  • Relação cintura-quadril: Esta medida também ajuda a olhar onde está o acúmulo de gordura de cada pessoas. Existem organismos que acumulam mais gordura na barriga (corpo em forma de maçã) e outros que têm mais tecido adiposo nos quadris (corpo em forma de pêra). O primeiro tipo tem um risco maior de acúmulo de gordura visceral e de apresentar doenças metabólicas.


Como calcular o IMC de idosos?

Quando a idade chega, a composição corporal muda: os músculos diminuem e o tecido adiposo aumenta. Por isso, o cálculo do IMC é igual, mas os resultados são diferentes em pessoas com mais de 60 anos. Veja abaixo:



Isso ocorre porque a magreza excessiva na terceira idade pode estar relacionada ao aumento de chances de queda, fragilidade excessiva ou mesmo pode ser consequência de alguma doença de base.


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